Reflexão: Pantera Negra – O legado de Chadwick Boseman

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Alô, Comunidade! Hoje é dia de Coluna! O jornalista Helder Resende, colunista do portal Comunidade Notícia,   é colecionador e Amante de Histórias em Quadrinhos (HQ), pós-graduando em Gestão de Marketing e Mídias Sociais e poeta.

Nos textos, ele vai trazer reflexões sobre o “mundo dos super-heróis”.

Na coluna de hoje, Resende traz uma reflexão sobre o legado deixado pelo ator Chadwick Boseman, interprete do super-herói Pantera Negra.

Infelizmente Boseman se foi contudo seu legado fica e nos fortalece, nos inspira a desejarmos ser o próximo Pantera Negra, o Pantera da vida real e jamais sermos omissos no enfrentamento ao racismo, sem acreditar na falácia, as vezes insidiosa, as vezes dominada, de que seja “um porre” apontar, denunciar e combater este mal que ainda nos cerca.

 

Por Helder Resende

Pantera Negra – O legado de Chadwick Boseman

 

Foto: Helder Resende / Arquivo Pessoal

Há cerca de um mês o mundo foi tomado por surpresa e comoção devido a morte precoce do ator Chadwick Boseman, interprete do super-herói Pantera Negra, nos cinemas, vítima de câncer de cólon.

Ao dar vida ao rei T’challa aos cinemas, o soberano de uma nação africana altamente desenvolvida tecnologicamente e também um super-herói membro dos Vingadores, Boseman levou as discussões sobre representatividade a níveis jamais vistos. Inúmeras ações pelo mundo lotaram as salas de cinemas e crianças negras saiam maravilhadas ao se verem pela primeira vez representadas por um super-herói. Na internet é possível encontrar ainda vídeos de homens e mulheres negros que protagonizaram cenas emocionantes em programas de TV nos EUA, ao se encontrarem com o astro. https://www.youtube.com/watch?v=expKmfdoo28

O Pantera Negra foi a primeira superprodução de um herói negro, com orçamento de US$200 milhões (arrecadando US$ 1,3 bi), sendo o décimo filme de maior bilheteria. O elenco e a equipe técnica do longa foi composto majoritariamente por mulheres e homens pretos.

Pantera Negra já era muito mais que um filme de herói e tornou-se parte de um grande legado deixado por Chadwick Boseman, que além do super-herói do MCU (Universo Marvel no Cinema), levou ao cinema também grandes histórias de personalidades negras que venceram a barreira imposta pelo racismo e alcançaram seus objetivos. Como por exemplos, a do primeiro juiz negro a assumir vaga na suprema corte federal nos Estados Unidos em Marshal- Igualdade e justiça (2017), Jack Robinson o primeiro jogador de beisebol negro a participar da liga americana profissional em 42 –a história de uma lenda (2013) ou  a cinebiografia do astro do soul, James Brown em Get on up.

Wakanda Forever

Sou leitor de quadrinhos desde os meus 13 anos portanto diferentemente do grande público, eu já conhecia o Pantera Negra isso porém não reduziu em nada minha empolgação e felicidade ao assistir no cinema um grande filme, com elenco formado quase todo por pretos, a maioria tão heroicos quanto o T’Challa de Boseman.

Poderia finalmente incluir um herói negro como eu no panteão dos Vingadores e por que não de toda a Marvel? E para além desse importante tema, como adulto eu poderia também utiliza-lo como exemplo prático e indiscutível sobre como representatividade importa, sobre como se ver representado tão bem quanto os outros heróis tem influência extremamente positiva em nossas crianças e até mesmo em nós, adultos.

Entre as frases ditas pelo personagem e repetida por fãs de todo o mundo, Wakanda forever se tornou a mais icônica. Não era mais apenas a referência à grandeza da fictícia nação africana, mas sim um símbolo de tudo o que a África (o continente) poderia ser, não fosse o flagelo da escravidão europeia. Um símbolo de como podemos ser e para onde nossa luta antirracista pretende nos levar. Bradar “wakanda forever” ganhou equivalência similar ao gesto do punho cerrado, apontado para o alto, do partido político americano também chamado de Panteras Negras. Tornou-se uma marca, um grito por liberdade e uma homenagem ao homem, ao ator que com seu trabalho trouxe para nós pretos um marco de reconhecimento, um símbolo de poder, e certeza de nossa grandeza, sem necessidade alguma de aprovação ou permissão da chamada “branquitude”.

Infelizmente Boseman se foi contudo seu legado fica e nos fortalece, nos inspira a desejarmos ser o próximo Pantera Negra, o Pantera da vida real e jamais sermos omissos no enfrentamento ao racismo, sem acreditar na falácia, as vezes insidiosa, as vezes dominada, de que seja “um porre” apontar, denunciar e combater este mal que ainda nos cerca.

Por tudo isso somos gratos.

Wakanda forever!

 

 

O Comunidade Notícia parabeniza o grande escritor Helder Resende por hoje está completando mais um ano de vida! Desejamos felicidades e que você conquiste todos os sonhos almejados!

 

 


 

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